terça-feira, 14 de junho de 2016



Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. 5 Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres.                 
 Apocalipse 2.4

*       A manifestação de Deus no resgate do primeiro amor.
*       Como compreender essa manifestação do eterno Senhor em meio a nossa grande ingratidão?
*       O texto apocalíptico mostra o reconhecimento, a queixa e a recompensa de Deus aqueles lhe servem.

               I.     Deus tem um profundo reconhecimento daquilo que pela influencia do Espírito Santo o primeiro amor transbordou em nós para sua própria glória. Ap 2. 1-3.
1.     Essa manifestação de Deus reconhece as tuas obras. (I Pedro 3.12 Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos)
a)    Mateus 5.16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
b)    João 3.21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus.
2.     Essa manifestação de Deus reconhece o teu trabalho.
a)    I Coríntios 15.58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.
b)    Colossenses 1.29 para isso também trabalho, lutando segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.
3.     Essa manifestação de Deus reconhece a tua perseverança.
a)    Lucas 8.15 Mas a que caiu em boa terra são os que, ouvindo a palavra com coração reto e bom, a retêm e dão fruto com perseverança.
b)    Apocalipse 2.3 e tens perseverança e por amor do meu nome sofreste, e não desfaleceste.
4.     Essa manifestação de Deus reconhece que não suportas os homens maus.
a)    Salmos 1.1 Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores;
b)    II Pedro 3.3 sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências,
c)     Mateus 12.34 Raça de víboras! Como podeis vós falar coisas boas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.
5.     Essa manifestação de Deus reconhece que diferenciamos o pastor dos lobos vorazes.
a)    Atos 20.29 Eu sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão rebanho,
b)    Mateus 7.15 Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.
c)     João 10.11 Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
d)    João 10.14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem.

             II.     Essa manifestação de Deus tem também uma grande queixa contra nós por causa daquilo que por obrigação de criação deveríamos cultivar. Ap 2. 4, 5.
1)    Apocalipse 2.4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
2)    Mateus 24.10 Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. 11 Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; 12 e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
3)    João 5.42 mas bem vos conheço, que não tendes em vós o amor de Deus,

           III.     Essa manifestação de Deus tem também uma grande exortação para o conforto espiritual da Igreja: o arrependimento.
1)    Lembra-te, pois, donde caíste.
2)    Arrepende-te.
3)    Pratica as primeiras obras.
4)    E se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro.

           IV.     Essas manifestações de Deus nos conduzirão a um banquete no paraíso eterno como recompensa de uma grande operação de resgate. Ap 2. 6, 7.
1)    O resgate para o retorno ao primeiro amor começa com todo aquele que nele crer.João 3.16.
2)    O resgate para o retorno ao primeiro amor passa pela rejeição de um grupo de homens que queriam transformar a igreja em uma propriedade particular: os nicolaítas V. 6.
3)    O resgate para o retorno ao primeiro amor começa com a sensibilidade de um ouvido apurado para reconhecer que Deus o Senhor está falando ao seu povo V. 7.
4)    Os vencedores herdarão o grande prêmio que é comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus V. 7.

Conclusão.
Todas as coisas na vida do cristão verdadeiro estão sob a ação e influencia do Espírito Santo do Senhor. O próprio resgate do verdadeiro crente, está também sob o domínio, ação, busca e pagamento antecipado de Deus em favor daqueles que o amam e desejam uma reconciliação com o autor da vida.
Se há um reconhecimento, vem de Deus. Se há alguma queixa, a exortação vem de Deus, e, se há uma recompensa pelo resgate é tudo fruto de Deus. O preço foi o filho de Deus que pagou doando sua vida e a persuasão no coração do homem é obra do Espírito Santo de Deus. Portanto tudo é e vem de Deus.

Pb. Saul Bezerra

3ª IEC C. Valentina – 27.09.15


A regeneração é a maior evidencia da doutrina da graça de Deus. Ela mostra pia e latentemente um milagre sobrenatural de Deus na historia da humanidade.  Alguns creram – os eleitos, outros não – os incrédulos, todavia, o mundo segue o curso natural desde o impulso inicial do soberano Senhor e criador do universo. Deus elege e destitui quem quer, escolhe segundo sua soberana vontade e nada pode impedir o seu agir, seu querer e seu beneplácito. Nada depende do homem, tudo vem do Senhor, dele somos, quer sejamos crédulos ou incrédulos.

Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência.
 1 Pedro 1.2

A eleição segundo a presciência de Deus Pai produz a obediência no crente verdadeiro. Assim sendo, qual a relação de causa e efeito entre eleição soberana e a obediência a Deus?

O texto sagrado nos apresenta alguns aspectos de causa e efeito nas escolhas soberanas de Deus que refletem a imagem de um crente verdadeiro.

A causa maior na vida de um cristão verdadeiro segundo a escolha soberana de Deus é a eleição de um ser humano degradado pelo pecado à condição de geração eleita para o reino de Deus. Essa escolha de Deus tem o propósito eterno para as gerações que de antemão Deus conheceu, e que, sob o fundamento dessa escolha executa sua vontade. 1 Pedro 1.2; 2.9-11

Outro aspecto dessa relação causal é que Deus nos gerou de novo para uma viva esperança pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança: incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo. 1 Pedro 1.3-5
Percebemos nesse aspecto causal de Deus em demonstrar seu imensurável amor e misericórdia anunciando a salvação a geração eleita, revelando por meio de santos homens e profetas que, pelo Espírito Santo enviado do céu, nos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejavam bem atentar. 1 Pedro 1.12

Os efeitos produzidos das causas soberanas do criador em um crente verdadeiro remodela o vaso desonrado em um vaso de honra nessa relação, concedendo-lhes o beneplácito, o favor imerecido, capacitando-o a ascender ao trono da graça ainda que, nessa relação haja contristamento por causa das tentações. 1 Pedro 1.6

O contristamento é a relação de efeito da desobediência, da concupiscência. Enquanto não houver humildade, quebrantamento e sobretudo arrependimento o sofrimento é maior, mais demorado, mais dolorido e deixa marcas irreversíveis por causa do pecado enraizado.

Outra característica do contristamento é o amor fingido. “O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem”. Romanos 12:9. As pessoas que mais declararam amor a Jesus o abandonaram na cruz. Quantos filhos declararam amor aos pais e os assassinaram; quantos maridos declararam amor as suas esposas e as assassinaram; quantos jovens perderam a vida nas drogas por causa de um envolvimento emocional iniciado pela declaração de amor de alguém na internet; quantas mulheres perderam suas vidas enganadas por falsas declarações de amor. Sabe quem eram as pessoas que as assassinaram, as envolveram em drogas, triângulos amorosos e etc., eram os que lhes declaravam amor. “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor”. 1 João 4:18
Os efeitos produzidos pela obediência a Deus no crente verdadeiro alçam voos que jamais um ser humano imaginou alcançar, aprovado em fé por meio mais eficiente que o fogo purifica o ouro, remodela o vaso de desonra em vaso de honra, achado em louvor e glória na revelação de Jesus Cristo, “...no qual não havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso”.  1 Pedro 1.7,8
Os preparativos dos efeitos realizados por Deus no crente verdadeiro, exortam-no a cingir os próprios lombos com o entendimento e o conhecimento sóbrio esperando pacientemente na graça que nos foi oferecida na revelação de Jesus Cristo; e que, “como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância”. 1 Pedro 1. 13,14
Diante do exposto, a relação de causa e efeito está peremptoriamente pactuada no binômio eleição soberana e desígnio obediente. A escolha, a eleição e a permanecia do crente verdadeiro nos rincões das moradas celestiais, dependem única e exclusivamente do agrado do Senhor, do criador eterno, movendo o individuo pecador a perseverar no beneplácito daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. A ele seja a honra, glória e louvor para todo o sempre, amém.
CES -. 14.12.14
Saul do Santos Bezerra

Presbítero Diretor 

João 15,15


As credenciais de um verdadeiro amigo mostram suas reais intenções no bem estar e preservação dos laços de amizade conquistados. Vemos na pessoa de Jesus Cristo as credenciais do maior amigo que a humanidade pôde encontrar – o filho de Deus? As afirmações do mestre demonstram sua mais profunda amizade em dar a conhecer o bem mais precioso que alguém poderia dispensar a um verdadeiro amigo – o evangelho gracioso do Deus todo-poderoso criador de todas as coisas.

1.   A Solidariedade.  Um amigo solidário é aquele que em sua credencial nos traz o conhecimento das verdades emanadas de Deus.

a)     Um amigo verdadeiro fala às verdades que Deus outorgou-lhe para transmitir. V. 15. Um código de conduta aplicado à vida prática, ou seja, o cânon sagrado. O proto evangelho de João 3.16 revela essa posição em relação ao Cristo ressurreto.
b)     Um amigo verdadeiro declara com verossimilhança seu atributo de salvador da humanidade. Eu sou a videira verdadeira. V. 1 a.
c)     Um amigo verdadeiro assevera a bondade de Deus em preservar a vida restaurada. V. 1b. Meu pai é o viticultor.

2.   O Amor incondicional. A credencial do maior amigo da humanidade demonstra seu amor no confronto dessa verdade para a preservação das vidas dos seus amigos.

a)     Um amigo verdadeiro não mede esforços para preservar a vida dos seus amigos, o seu amor é imensurável. Disse Jesus: Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos V. 13.
b)     Nesse confronto, um amigo verdadeiro exorta à outra parte a poda por meio do viticultor, um pouco dolorosa é verdade, porém, com resultados satisfatórios de preservação. V. 2b, 3, 5b.
c)     Como resultado desse confronto emerge a glorificação de Deus na produção dos frutos que confirma discípulos para o serviço do Senhor. V. 8. Assim sendo, é iniciado o processo de idas e vindas dessa relação de amizade, ou seja, o gozo mútuo na satisfação do amor solidário. V. 11, 12.

3.   A Escolha Soberana. O ápice dessa verdade revela a credencial soberana desse amigo em escolher aqueles que farão parte da colheita, ouvirão o testemunho do Espírito Santo e serão enviados para a produção de novos frutos.

a)    Os que farão parte da colheita foram os que foram escolhidos por esse amigo. V. 16 a.
b)    Os escolhidos por esse amigo serão testemunhas das grandezas de Deus. V. 26 e 27.
c)    Os escolhidos além de testemunhas foram designados para darem frutos. V. 16b.

“‘Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos’(João 15.13). Isso significa que o maior amigo é aquele que fez o máximo por seus amigos. [...] Jesus é mais do que um amigo, mas não menos. Ele é o Amigo Divino, melhor do que qualquer outro. Ele nunca é um falso amigo, mas sempre procura o nosso melhor. Nem é um amigo rude. Ele é lento em irar-se em vez de rápido para criticar. Ele é atencioso e carinhoso em vez de irritante. Ele é sempre confiável e nunca nos deixa pra baixo. E o melhor de tudo, Jesus é um amigo fiel. Ele não só se solidariza e te conforta nas dificuldades, ele te livra do seu maior problema, que é pecado. Ele não só fala da verdade e lida com conflito, ele fez a paz através de seu sangue quando estávamos em inimizade com ele. E ele não apenas nos faz melhores, ele nos faz novos. Em Jesus amigo temos, mais chegado que um irmão. Ele manda que levemos tudo a Deus em oração.”

Kevin De Young é pastor sênior da Universidade do Estado de Michigan



Pb. Saul dos Santos Bezerra

Pregado na IV IEC Grotão – 21.07.13
Atos 2. 42-47 
E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas      orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.


      I.        Os Crentes da Igreja Primitiva viviam em perseverança na doutrina que os apóstolos ensinaram.
1.  Os apóstolos obedeceram à ordem do Senhor Jesus Cristo, aguardando a promessa que havia de vir por meio do Espírito Santo, que edificaria toda a igreja com poder para testemunhar do Senhor Jesus Cristo. Atos 1.4,8.
2.  Após a descida do Espírito Santo, aconteceu um obra única no meio de seu povo a qual não mais se repetiu até os dias de hoje, que foi o poder sobrenatural de Deus concedido aos discípulos para proclamarem a doutrina que os apóstolos perseveraram no idioma que cada nação que estava ali representada pudesse entender as grandezas de Deus. Atos 2.4,5,6,8,11.
3.  Eles perseveravam todos os dias no templo. Atos 2.46a.
    II.        Os Crentes da Igreja Primitiva viviam no temor do Senhor.
1.  O temor do Senhor é o princípio sabedoria. Provérbios 9.10.
2.  No temor do Senhor há firme confiança; e os seus filhos terão um lugar de refúgio. Provérbios 14.26.
3.  O temor do Senhor é uma fonte de vida, para o homem se desviar dos laços da morte. Provérbios 14.27.
   III.        Os Crentes da Igreja Primitiva vivia em comunhão e tinham, unidade de objetivos. (seus bens em comum).

1.  Seus objetivos salutares proporcionavam o agregamento de bens que eram doados por amor à causa do evangelho. Atos 2.45a.
2.  O que os movia era a deliberação em compartilhar com o próximo a medida da necessidade de alguém. Atos 2.45b.
3.  A deliberação deles proporcionava-lhes alegria e singeleza de coração. Atos 2.46b.
  IV.        Os Crentes da Igreja Primitiva viviam sob a obediência a Deus.
1.  Louvavam a Deus diariamente no templo. Atos 2.46.
2.  Eram abençoados e abençoavam os que a viam, ouviam e se alegravam no Senhor com graça.
3.  Os resultados dessa vida sob o domínio e obediência a Deus, proporcionavam o crescimento sadio da Igreja. Atos 2.47b. Pois quem nisso serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens. Romanos 1.8.

            A vivência dos crentes da Igreja Primitiva é um exemplo para a igreja da atualidade. Assim sendo, sejamos como os amados irmãos da igreja do primeiro século. Perseveremos!

CES – 09.02.14

Saul Dos Santos Bezerra - Presbítero
Fé Ostentação


Parafraseando o momento da música hip-hop, funk ou o gênero de adeptos do tema ostentação, diga-se de passagem, por causa do estigma de outros grupos contrários a esse tipo de cultura, esse tema trouxe como resultado uma violência crescente espalhando-se rapidamente onde quer que sejam realizadas suas reuniões culturais. 
Aludindo ao tema, emerge de outras ideias neopentecostais uma declaração de fé além daquilo estabelecido e designado por Deus. O banner em tela, da uma outra forma adicional de declaração de fé além das Escrituras Sagradas, como é algo atípico do meio cristão reformado observamos uma ostentação mais que agressiva a declaração de fé bíblica: “Hebreus 11.1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”.
A chamada “teologia da prosperidade” tem acrescentando várias coisas que não se coadunam com o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo, e esta é mais uma, a “Fé Ostentação”. Gálatas 1.6 Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho. Que Deus o Senhor livre os cristãos verdadeiros desse mal. Paz.

Andai Nele


Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim também nele andai, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em ação de graças.
Colossenses 2: 6,7
A progressão no evangelho confirma a centralidade de Cristo na vida do crente verdadeiro. Por esta forma, essa progressão se confirma por ações que se confirmam na fé verdadeira por meio da instrução das sagradas escrituras com ações de graças. Esse era o desejo do apóstolo Paulo para com os crentes de Colossos, que a suas vidas espirituais progredissem conforme os desígnios das sagradas escrituras, andando nele! Como desejo pastoral, assim anelava o ministro de Deus pela vida dos seus irmãos em Cristo.
                                     I.            A progressão contínua do evangelho na vida do crente em Jesus Cristo, centraliza e manifesta a produção de frutos que por todos é reconhecida. Cl 1: 1-12
1)      O pastor dos Colossenses Epafras, fiel ministro de Cristo instruiu com uma palavra pura, sem mácula, o evangelho genuíno. V. 7.
2)       Paulo e Timóteo reconheceram que os colossenses haviam progredido e dispensados frutos do conhecimento da palavra de Deus. V. 5,6.

                                   II.            A progressão contínua do evangelho na vida do crente em Jesus Cristo, proporciona a convicção da centralidade do entendimento da salvação de Deus por meio de Jesus Cristo. Cl 1: 24-29.
1)      A convicção central de um Cristo oculto e agora revelado aos seus santos. V. 26.
2)      A convicção central de Cristo em vós, a esperança da glória. V. 27.
3)      A convicção central de Cristo em perfeição para seus servos. V. 28.

                                 III.            A progressão contínua do evangelho na vida do crente em Jesus Cristo, fortalece a convicção que, a centralidade em Cristo é o entendimento para a compreensão que Deus enviou o próprio Cristo para nos redimir dos pecados.  Cl 2: 1-7.
1)      Essa convicção central de Cristo nos conduz a plena compreensão do mistério de Deus: Cristo. V. 2.
2)      Essa convicção central de Cristo nos conduz a plena compreensão que os tesouros ocultos o próprio Cristo nos revelou. V. 3.
3)      Essa convicção central de Cristo nos conduz a plena compreensão da verdade de Deus contra as falácias dos que se intitulam pastores. V. 4.
4)      Essa convicção central de Cristo nos conduz a plena instrução do evangelho o quanto significa servir a Deus: Assim andai nele: V. 6,7.


a)      Nele radicados;
b)      Nele edificados;
c)       Nele confirmados na fé;
                   d)   Nele instruídos; e,
                   e)   Nele crescendo em ações de graças.




A centralidade do senhorio do Senhor Jesus Cristo em nossas vidas, se dará pela eficácia da produção de frutos, do entendimento da salvação de Deus por meio de Jesus Cristo enviado para nos redimir dos pecados e das abundantes ações de graças na vida daqueles que andam com o Senhor. Portanto assim diz o Senhor: Andai Nele.



Pb. Saul Bezerra

CES – 10.04.16

Pregação ou Entretenimento?

Pregação ou Entretenimento?

Alguns seguimentos da Igreja da atualidade estão passando por uma crise de identidade para se auto definir em sua linha de doutrinamento e expressão espiritual no corpo de Cristo.
Nessa miscelânea pelo qual passa o cristianismo contemporâneo, onde há um grande nicho denominacional e de gênero doutrinário, há basicamente duas vertentes protestantes em mais evidência: os reformados, de origem didática e instrução calvinista e os pentecostais, de pedagogia mais empírica, influenciada pelo arminianismo. Ambos são servos, chamados, escolhidos e salvos pela graça do bondoso Deus, designados pelo grande valor agregado, irresistível e persuasivo do Espírito Santo comissionando-os para pregar as boas novas do evangelho de Deus a todo mundo e a toda criatura.
Atinando para o comprometimento didático com as Sagradas Escrituras, o Senhor Jesus Cristo adverte quanto à negligência ao conhecimento de sua palavra. “Errais não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus”. Mateus 22.29. Um traço marcante quanto ao comportamento pessoal de certos pregadores no Púlpito é que eles estão transformando a pregação em entretenimento gospel, show business, em palestras dignas de “contadores de causos”, se bem que há grandes contadores de causos dignos de boa oratória, nada contra.
Nessa perspectiva do orador é que se encontra lugar para se extravasar as experiências ditas “espirituais” de certos indivíduos que se acham mentores do juízo divino. Urge-se da arguição do falso pentecostalismo, como modelo de doutrina a ser aplicada por líderes jactanciosos e ávidos de ganância e poder para exaltar o ego de leigos e indoutos, ambos completamente fora dos parâmetros dialéticos de conhecimentos delineados pelo criador.
Imagem web
O empirismo fundamentalista, a carência de material didático e a
negligência “docente” desse falso pentecostalismo, é que tem
proporcionado os grandes escândalos no meio cristão, é uma cultura fora
da doutrina bíblica, de promoção pessoal, de sensacionalismo
“espirituoso”, de falsas profecias e comportamentos inadequados aos
quais nunca foi ensinado pelo mestre maior – o Senhor Jesus Cristo.
Agregando esses fatores colossais ao entretenimento pessoal, nada
mais há que se fortaleçam para a construção de valores amparados sob a
tutela das Sagradas Escrituras. Não precisa mais estudar a Bíblia, expor as
verdades nela contida e auferir seus valores a certo tipo de público.
Não, não precisa citar nem um versículo sequer, não se pode nem
falar de ou combater o pecado. Então o que é bastante para ouvir Deus
falar? Contar lorotas? Piadas? Bravatas? Etc... Sim, meu caro leitor, se fizer
o público rir e menear a cabeça em aprovação, é a glória do público e a do
pregador, é a evidência máxima do ovacionamento de si mesmo, um ao
outro, em detrimento das verdades bíblicas. Que Deus o Senhor nos
guarde desse mal.
Pb. Saul Bezerra.
.